27 de outubro | Cerimônia de premiação de gala e apresentações

Auditorio de Galicia | Compostela

José Viale, premio especial

José Viale Moutinho

Prémio Especial do Júri

O escritor madeirense José Viale Moutinho, é o prémio especial do júri à Embaixada da amizade galego-lusófona.

O júri destacou o trabalho de Viale Moutinho como ponte entre a Galiza e Portugal, impulsionador do contínuo linguístico e cultural que representa a Lusofonia e como verdadeiro embaixador da Galiza em Portugal e de Portugal na Galiza.

O intelectual, residente no Porto, é autor duma prolífica obra literária como narrador, tradutor, ensaísta, poeta e dramaturgo, entre a qual se encontram várias versões de obras literárias galegas, uma antologia da poesia galega e um ensaio sobre o nacionalismo galego.

RESOLUção

Santiago de Compostela, 23 de abril de 2021.- O júri do certame aRi[t]mar da Escola Oficial de Línguas de Santiago de Compostela, pertencente à Conselharia de Cultura, Educação e Universidade do Governo Galego, decidiu atribuir o Prémio Especial aRi[t]mar do júri “Embaixada da amizade galego-lusófona” ao escritor madeirense residente no Porto José Viale Moutinho.

A resolução do júri, dada a conhecer nos dias prévios do simbólico 25 de abril, pretende pôr em destaque, dentro do projeto aRi[t]mar Galiza e Portugal, aquela pessoa, grupo de pessoas, instituição ou iniciativa que tenham contribuído a construir pontes de amizade e colaboração entre a Galiza e a Lusofonia, quer seja a trabalhar pela cultura e a língua comuns e o reconhecimento mútuo entre a Galiza e a Lusofonia ou com um trabalho de reinserção da cultura galega nesse seu verdadeiro espaço natural.

A proposta aprovada pelo júri leva em conta a obra de Viale Moutinho como ponte entre a Galiza e Portugal, como motor desse contínuo linguístico e cultural que representa a Lusofonia, e como um verdadeiro embaixador de Portugal na Galiza e da Galiza em Portugal.

BIO

Nascido a 12 de junho de 1945 no Funchal, ilha da Madeira, é um escritor e jornalista português. Licenciado em História, foi narrador, poeta, dramaturgo, ensaísta e autor de livros infantis e juvenis. A sua obra tem sido traduzida para numerosos idiomas: castelhano, russo, esloveno, alemão, italiano, galego e húngaro.

Além dos seus méritos como jornalista em meios de comunicação como o Jornal de Notícias, o República ou o Diário de NotíciasJosé Viale Moutinho é narrador, poeta, dramaturgo e ensaísta, com obra traduzida para vários idiomas, também para o galego. Está também muito ligado ao Festival da Poesia no Condado desde o seu início em 1981, organizado pela Sociedade Desportiva do Condado (SDC) com Sede em Salvaterra do Minho. Como diretor da Associacão Portuguesa de Escritores, da Associacão de Jornalistas e Homens de Letras do Porto e do Teatro Experimental do Porto, possibilitou a visibilidade da literatura galega em Portugal, e a ele se deve a presença da escritora Xela Arias, de Mantecón e da directiva da SDC para apresentar o Festival da Poesía no Condado ao mundo lusófono.

Pioneiro em divulgar a literatura galega contemporânea, nomeadamente a de Neira Vilas, Celso Emilio Ferreiro, Manuel María, Méndez Ferrín é o seu primeiro tradutor para o português. Também traduziu Castelao e Lamas Carvajal e é autor de Fouce erguida. Antologia de poesía galega de combate.

Viale Moutinho foi também pesquisador da repressão franquista e dos campos de extermínio nazi, autor duma biografía sobre o Zeca Afonso e impulsionador da associação que em Vigo leva o seu nome. Já relacionado com a temática galega, escreveu o livro pioneiro Introdução ao nacionalismo galego.

Foi eleito académico de honra da RAG, mas renunciou em solidariedade com Méndez Ferrín quando este deixou a presidência.

Em anteriores edições do certame, foram galardoados com este prémio o desparecido músico galego Fran Pérez Narf, as Convergências Portugal Galiza organizadas pelo grupo bracarense Canto D’aquí, a cantora galega Uxía e a exdirectora da Comunidade de Países de Língua Portuguesa e exministra de Comércio e Turismo de Cabo Verde, Georgina Benrós de Mello.

Fonte

Adaptado de gl.wikipedia.org

Obras

Infanto-Juvenil

O Adivinhão (1979). Ilustr. João Botelho. Afrontamento, Porto. Adiviñas tradicionais portuguesas. En 1997 5a ed.
Fernando Pessoa (O Menino de sua Mãe) (1995). Ilustr. Fernando de Oliveira. Campo das Letras, Porto. Conto biográfico.
Manhas de Gato Pardo (1997). Ilustr. João Luis. Col. Rã que ri. Ed. Plátano, Lisboa. Contos.
Os Dois Fradinhos (2003). Ilustr. de Fedra Santos. Porto, Ed. Campo das Letras. Conto
A gaitinha mágica (2003). Ilustr. de Pedro Nora. Porto, Ed. Campo das Letras. Conto
O Rapaz de Pedra (2004). Ilustr. de José Emídio. Col. Baú do Tio Zé. VN de Gaia, Gailivro. Contos. En 2007 2a ed.
A Sopa de Pedra (2004). Ilustr. de Inês de Oliveira. Ed. Campo das Letras, Porto. Conto
As Lendas da Misarela (2004). Ilustr. De Fedra Santos. Ed. CM de Vieira do Minho-Ed. Ausência, VNGaia.
O Livrinho das Lengalengas (2004). Ilustr. de Fedra Santos. Edições Afrontamentoi. En 2011 6a ed.
O Livrinho dos Jogos (2004). Ilustr. de Fedra Santos. Edições Afrontamento. En 2007 2a ed.
O Livrinho dos Contos do Alto Douro (2004). Ilustr. de Fedra Santos. Edições Afrontamento.
O Livrinho das Adivinhas (2005). Ilustr. de Fedra Santos. Edições Afrontamento. En 2011 6a ed.

Ficção

Natureza Morta Iluminada (1968). Iustr. de Fernando de Oliveira. Colecção Gémeos, Porto. Conto.
No País das Lágrimas (1972). Ilustr. de Domingos Lopes. Colecção Paisagem. Livraria Paisagem, Porto. Contos. 2o ed., revisada e aumentada en Edições Asa, 2003.
O Jogo do Sério (1974). Colecção Paisagem. Porto, Livraria Paisagem. Contos.
Histórias do tempo da outra senhora (1974). Ilustr. Fernando de Oliveira. Ed. Latitude, Porto. Contos. 2a ed. en Ulmeiro, Lisboa, 1986. 3a en Ed. Esfera do Caos, Lisboa.
Cabeça de Porco (1976). Colecção Textos Forja. Lisboa, Forja Editora. Contos.
Contos populares portugueses (1978). Pub. Europa-América. ISBN 9789721005044.
Apenas uma estátua equestre na Praça da Liberdade (1978). Prefácio de Fernando Assis Pacheco. Porto, Edições Nova Crítica. Contos. 2a ed. 2002, Campo das Letras, Porto.
Entre Povo e Principais Contos (1978). Lisboa, Bertrand Editora. 2a ed. VN de Gaia, Editora Auséncia.
Torre de Menagem (1988). Álbum. Porto, Coop. Árvore, 1988. Conto. Con serigrafías de Jose Emidio.
Romanceiro da Terra Morta (1988). Ed. Caminho, Lisboa. Contos. En 2002: Colecção Grandes Escritores Portugueses Actuais. Lisboa, Planeta de Agostini.
Arqueologia da Terra Prometida (1989). Lisboa, Euroclube. Contos.
Pavana para Isabella de França (1992). Lisboa, Edições Difel. Contos. 2ª ed. Colecção Fixões. Porto, Edições Afrontamento, 2007.
Hotel Graben (1998). Contos. Lisboa, Ulmeiro.
Los Moros (2000). Campo das Letras. Novela. 2a ed. Colecção Fixões. Porto, Edições Afrontamento, 2008.
Cenas da Vida de um Minotauro (2002). Colecção Holograma. Lisboa, Âncora Editora. Ed. en São Paulo (Brasil), Landy Editora, 2003. Ed. en Lisboa, Círculo de Leitores, 2004.
Já os galos pretos cantam (2003). Lisboa, Editorial Caminho. Contos.
Destruição de um jardim romântico (2008). Portugália Editora, Lisboa. Contos.
In Fabula (Aves Gatos Gregos Ocasos – Antologia de 40 anos de contos e poemas) (2008). Org. e prefacio de Diana Pimentel. VN de Gaia: Êxodus. Escolma.
Velhos deuses empalhados (2010). Col. Fixões. Ed. Afrontamento, Porto. Contos.
Quarenta cavalos, um vagão (2010). Co tres serigrafías de Roberto Machado. Álbum. Coop. Árvore, Porto.

Em espanhol

En el País de las lagrimas (1988). Trad. de Xavier R. Baixeras. Pref. X. L. Mendez Ferrín. Vigo (Galiza/Estado Español), Xerais. 136 p. Contos.
Panteón de Familia (1992). Trad. e pref. Maria Tecla Portela Carreiro. Madrid, Ediciones Libertarias.
Cuentos populares portugueses (2017). Siruela. 172 p. Tradución: María Tecla Portela Carreira.

Em galego

Camiñando sobre as augas (1993). Trad. galega de Xela Arias. Vigo (Galiza), Ed. Xerais. 112 p. Contos.
Negra sombra! Negra sombra! e outros contos (2009). Trad. galega de M. Fernandez Rey. Vigo (Galiza), Ed. A Nosa Terra. 128 p.

Poesia
Urgência (1966). Porto, Ed. do Autor.
Atento como um lobo (1975). Porto, Cadernos da Rua Escura.
Crónica do cerco (1978). Lisboa, Ed. O Malho.
De foice erguida. Antologia de poesia galega de combate (1978). Poesia Nosso Tempo, no 23. Centelha, Coimbra. 129 p.
Os Laços (1979). Colecção O Oiro do Dia, 40. Porto, Editorial Inova. Edición numerada de 250 exs.
Quarteto de Viagens e Paixões (1980). Colecção Licorne. Lisboa, Ed. Arcádia.
Entre povo e principaes: retábulo de legendas em forma de romance (1981). Livraria Bertrand, Amadora. 114 p.
Correm Turvas as Águas deste Rio (1982). Colecção Poesia e Verdade. Lisboa, Guimarães Editores.
Os Túmulos (1984). Porto, Ed. Fantasporto.
O Rude Tempo (1985). Colecção Texto & Contexto. Porto, Ed. Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.
Piano Bar (1986). Colecção Caminho de Poesia. Ed. Caminho.
Máscaras venezianas. Poemas (1987) Porto, Cadernos da Rua Escura.
Retrato de Braços Cruzados (1989). Lisboa, Caminho.
As Portas Entreabertas (Poesia 1975 – 1985) (1990). Pref. de João Rui de Sousa. Col. Poesia. Ed. Signo, Ponta Delgada.
Diário de Arnsberg (1996). Con litografías de Henrique Silva. Álbum. Coop. Árvore.
Caderno de Entardecer (1996). Cunha ilustr . orixinal do autor . Porto, Ed. A Rua Escura.
O Amoroso (1997). Ilustr. de José Rodrigues. Porto, Campo das Letras. 2a ed. VN de Gaia, Ed. Ausência, 2004.
Nomes de Árvores Queimadas (1997). Coimbra, Ed. Minerva.
Areias onde gregos se perdem (2098). A Coruña (Galiza), Ed. Espiral Maior.
Poemas Tristes (2001). Colecção Livros de Cordel. Câmara Municipal do Funchal.
A Ilha do Ogre (2003). Álbum. Deseños de Alberto Péssimo. Álbum. Porto, Ed. Alberto Pinto.
Outono: Entre as Máscaras (2003). Porto: Edições Afrontamento.
Sombra de Cavaleiro Andante (Antologia Poética 1975 – 2003) (2004). Prefacio de Vasco Graça Moura. Colecção Terra Imóvel. Porto, Edições Asa.
Ocasos de iluminação variável (2005). VN de Gaia: Editora Ausência.
Por um bosque tão sombrio e outros poemas (2007). Funchal, Ed. 500 Anos.
São coisas tais efeitos só do acaso? (2009). S. Mamede de Infesta, Edium Editores.
Em espanhol
Un caballo en la niebla (1992). Olifante Ediciones de Poesia, Zaragoza. Tradución e antoloxía de Félix Romeo Pescador. Prefacio de António Martinez Sarrión. Considerado, pola revista Leer (Madrid) un dos cen mellores libros da década de 1990.
Nombres de árboles quemados (1993). Ed. bilingue.Trad. de Adolfo Camilo Diaz e outros. Xixón, Ateneo Obrero de Gijón.
En causa propia (2018). Ediciones Vitrubio, Baños del Carmen. 62 p.
EM CATALÃO
Tretze quadres de Mário Botas (1987). Tradución catalá de Jordi Domenech. Sabadell, Ed. S.
Teatro
Histórias da Deserta Grande (2006). Ilustr. Fedra Santos. Ed. Afrontamento, Porto. Infantil.
A Noite de Ravensbruck (2010). Tres cadros. Ed. Afrontamento, Porto.
Representações domésticas (2011). SPA/Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa. Infantil. 5 pezas.
Teatro Depressinha (2012). Lisboa : Plátano Editora. 5 pezas infantís.
Ensaio
Introdução ao nacionalismo galego (1973). Paisagem, Porto. 131 p.
Portugal lendário: o livro de ouro das nossas lendas e tradições (2005). Ilustr. de José Faria. Selecções Reader's Digest. Lisboa. 367 p.
Quinteto Camiliano (Notas biobibliográficas) (2006). Ed. Arca das Letras, Porto.
• "Retrato de Retratos: Sofrimento", in Graça Morais, In Sofrimento (2008). Museu Municipal Edificio Chiado, Coimbra.
Art Book. Nova Galicia Edicións. ISBN 978-84-87755-54-5. Pintura e pinturas.
Em espanhol
Un abril en Portugal (1974). Ediciones Júcar. 230 p.
José Afonso (1975). Ediciones Júcar. 190 p. Tradución de Ezequiel Méndez Vidal.
CRÓNICAS
Aquém e Além Montes (1992).Porto, Ed. Domingos Barreira.
A Sala dos Espelhos (1993). Porto, Lello Editores.
As mãos cheias de Terra. Textos do Andarilho (2000). Colecção Imagem do Corpo. Lisboa, Ed. Ulmeiro.
Os sapatos do defunto (2000). Lisboa, Ed.Ulmeiro, Lisboa.
Traduções
DO CASTELHANO
A Espanha após o franquismo (1975). Santiago Carrillo. Lisboa, Ed. Futura.
O caso do Bacalhau (1982). Francisco Ibañez. Lisboa, Ed. Paralelo. Banda deseñada.
A vida plural de Fernando Pessoa (1990). Angel Crespo. Bertrand Editora, Lisboa.
A quatro mãos (2994). Paco Ignacio Taibo II. Lisboa, Ed. Difel.
Diário da guerrilha cubana 1956-1957 (1996). Che Guevara e Raul Castro. Lisboa, Editorial Notícias.
A transição política en Espanha (1997). Raul Morodo. Prefacio de Mário Soares. Lisboa, Editorial Noticias.
Sapinho e Sapão (2008). Nicolás Guillén. Ilustr. de Fedra Santos. Porto, Ed. Arca das Letras, 3a ed. Versos infantís.
Fulgor e morte de Joaquín Mureita bandido chileno assassinado na Califórnia a 23 de Julho de 1835 (2007). Pablo Neruda. Porto, Ed. Campo das Letras.
Requiem por un camponês espanhol (2007). Ramón J. Sender. Ed, Campo das Letras, Porto.
Do galego
Catecismo do camponês (1975). Frei Marcos da Portela (Valentín Lamas Carvajal). Edición bilingüe. Lisboa, Ed. Futura.
Arraianos (2000). X. L. Méndez Ferrín. Porto, Campo das Letras.
Prémios
Crónica do cerco (1978) Premio Júlio Pereira de Matos, da Casa da Imprensa de Lisboa.
• Prémio Literário Orlando Gonçalves (2001).
Cenas da Vida de um Minotauro (2002): Prémio Literário Orlando Gonçalves. Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco.
Já os galos pretos cantam (2003): Prémio de Conto Edmundo Bettencourt.
Ocasos de iluminação variável (2005): Prémio de Poesia Edmundo de Bettencourt.
• Premio Rosalía de Castro do PEN Club Galicia en 2012.
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