
Cátia Cardoso é a vencedora do Prémio aRi[t]mar à Melhor Poesía de 2024 em Portugal
Santiago de Compostela, 22 de maio de 2025 - Com mais de 2000 votos, o público da gala aRi[t]mar escolheu o poema “não sei voar mas tenho”(Matar os Dinossauros. Cordel d’ Prata, 2024), , de Cátia Cardoso, como o melhor do ano 2024 em Portugal. Do mesmo modo, “Onde imos agora” (Des a mar, Edicións Embora, 2024), de Elba Pedrosa, foi eleito o melhor poema do ano 2024 na Galiza. Os pódios completam-se, em Portugal com Ricardo Gil Soeiro por “Lição de Eudemonia” e Filipa Leal por “Arreigada”; e na Galiza, com María Lado por “Facer o mel” e Neves Rodríguez por “Descendo a rolos”.
As melhores poesias do ano na Galiza e em Portugal: dois olhares diferentes sobre a realidade ilógica e contraditória da condição humana
Cátia Cardoso e Elba Pedrosa têm em comum o facto de serem mulheres, poetas e vencedoras do prémio à melhor poesia do ano 2024 nos seus respetivos países. No entanto, longe de se limitarem a um bloco marcado pelo preconceito temático do feminino, ambas revelam a diversidade que as vozes das mulheres vêm trazendo à poesia nos últimos anos, tanto em Portugal como na Galiza, o que não impede que os mundos das poesias vencedoras partilhem pontos em comum. Pedrosa lança ao ar a grande questão de saber se realmente aprendemos alguma coisa ou se apenas vivemos permanecendo no conforto familiar que nos traz a pólvora da nossa memória. Cardoso responde com a falta de lógica que só um mundo em conflito constante pode sustentar.
Assim, Elba Pedrosa e Cátia Cardoso juntam-se a Mondra e Diogo Piçarra, autores das melhores músicas do ano na Galiza e em Portugal, e ao Município de Braga, vencedor do Prémio Especial do Júri para a Embaixada da Amizade Galego-Lusófona. Todos os galardoados participarão na gala aRi[t]mar 2025 e receberão também ali os seus prémios. A gala terá lugar no mês de outubro, no Auditório da Galiza, em Santiago de Compostela.
