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Entrevistamos a Raquel Lima

Entrevistamos a Raquel Lima

 

“A poesia contemporânea portuguesa se encontra num momento muito rico na sua versatilidade, diversidade de estilos, géneros e vozes”

Raquel Lima (Lisboa, 1983) é Licenciada em Estudos Artísticos, com especialização em Artes Performativas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Poeta, performer e arte-educadora com um percurso de dez anos de poesia essencialmente oral, movimento que a levou a mais de uma dezena de países na Europa, América do Sul e África. É doutoranda do Programa Pós-Colonialismos e Cidadania Global do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. O seu livro de estreia, “Ingenuidade Inocência Ignorância”, reúne 24 poemas escolhidos de uma década de escrita.

 



- O que representa para ti receberem este prémio aRi[t]mar?

- Eu acredito que representa o resultado de uma relação que se foi fortalecendo com a Galiza desde a minha participação em diferentes eventos em 2018, nomeadamente o festival Alguién que Respira no Teatro Principal de Santiago de Compostela, no evento Os Três Tempos da Poesia, Música, Pintura, Baile no Verbum Museum em Vigo, e, finalmente o Festival Feminista 85C também em Vigo. Penso que a minha nomeação parte dessa relação de familiaridade que permitiu que a minha poesia fosse ouvida e lida por um público galego sempre muito interessado e acolhedor.

 

- Por que achas que o público gostou tanto de “Liberdade mais cruel”?

- O poema Liberdade mais cruel é muito visceral, e não são muitos os meus poemas que vêm desse lugar flagrante da inquietude, do desequilíbrio, da assumpção das feridas, das fragilidades mais profundas escancaradas literalmente, e acho que o público talvez tenha gostado dessa sinceridade, não sei...

   

- Qual acha que é a situação atual da poesia em Portugal?

- Acho que a poesia contemporânea portuguesa se encontra num momento muito rico na sua versatilidade, diversidade de estilos, géneros e vozes. Estou mais atenta à escrita de mulheres e tem sido um enorme prazer acompanhar poetas/escritoras como a Gisela Casimiro, a Matilde Campilho, a Judite Canha Fernandes, entre outras.

 

- Que vais oferecer na gala aRi[t]mar?

- Espero que a gala aRi[t]mar seja uma oportunidade de troca e celebração daqueles e daquelas que se constroem, contemplam e lutam com palavras e que sirva para que sigamos o caminho com mais confiança e seriedade. E nesse sentido, resta-me oferecer poesia, sorrisos e gratidão.

 

 

 

 

aRi[t]mar
Difundir a música e a poesia, aproximar a cultura e a língua da Galiza e Portugal.
Promove
Escola Oficial de Idiomas de Santiago de Compostela, Consellería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria.
Patrocinan / Patrocinam
Secretarías xerais de Cultura e de Política Lingüística, Deputación Provincial da Coruña e Concello de Santiago de Compostela, Agrupamaneto Europeo de Cooperación Territorial Galicia-Norte de Portugal e Instituto Camões-Centro cultural Portugués de Vigo.
Colaboran / Colaboram
Facultade de Filoloxía de Santiago de Compostela, Escola Oficial de Idiomas de Lugo, Escola Oficial de Idiomas de Pontevedra, Centros do Ensino Português pelo Camões na Galiza, Conservatorio Profesional de Música de Santiago de Compostela.