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aRi[t]mar - Entrevista a Susana Arins


Entrevista a Susana Arins

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Susana Arins: “Só a partir do teu eu mais eu podes chegar aos eus de qualquer outro lugar”

Susana Sanches Arins (Vila Garcia de Arouça, 1974) é licenciada nas Filologias Hispanica e Portuguesa pola USC e exerce de professora de ensino secundário no lES da IIha de Arouça. Participou na dinamizaçom da vida sociocultural estradense como integrante da Associaçom de Tempo Livre Mistura. Nesta entrevista explica que “é no quotidiano mais aparentemente banal onde se aparecem os melhores versos”.

 

- Que representa para ti ganhares este prémio aRi(t)mar?

Em primeiro lugar uma surpresa enorme. Já o foi estar entre as finalistas, gente toda conhecida e respeitada, mesmo querida. Para mim isso já era um prémio. Eu tenho participado nas votaçons do aRi(t)mar desde que existe e nom aguardava, embora desejasse, ver o meu nome entre as selecionadas. E nom contava com ganhar, pois acreditava-me menos popular que as outras companheiras, todas elas tam merecedoras do prémio coma mim.

Em segundo lugar, o facto de ser um prémio que outorgam as leitoras dá-lhe um valor especial.  Sempre escrevemos com a esperança de que a nossa obra chegue ao público e um reconhecimento como este fai-nos acreditar que vamos polo bom caminho. Mesmo que nom seja certo.



- Como valoras a situaçom atual da poesia galega?

Acho que se numa cousa somos boas as galegas é na poesia. É um tópico e uma realidade a um tempo. Às vezes eu fago a piada de que na Galiza, se levantas uma laje, sai-che nom uma lagarta, mas uma poeta. Contamos com uma enorme variedade de vozes, de estilos diversos, com trajetórias longevas e experimentadas a combinar-se com novos talentos, das quais a seleçom do aRi(t)mar é um bom exemplo: aparece a merecidíssima Prémio Nacional (sic) de Poesia Pilar Pallarés a carom de Carlos Lixó, voz novíssima entre as novas, ou Celso F. Sanmartín, a voz nascida da tradiçom oral, a carom de Lucía Aldao, que traz o mundo urbano nos seus poemas.

Há uma figura retórica a que lhe dizem sobrepujamento. Consiste em falar muito bem das contrincantes para elevar o teu próprio valor. Pode parecer que é o que estou a fazer eu agora e nom há detrás essa intençom, mas a de manifestar o meu orgulho por fazer parte de um sistema tam produtivo e rico e diverso.



- Que fortalezas encontras no uso do idioma galego como escritora?

A de utilizar a ferramenta que melhor domino e que mais me liga com o mundo, pois é a minha língua. Nom pensei nunca em termos de fortaleza e debilidade, que é algo que se deduz da pergunta. Nom fiz uma análise DAFO antes de decidir que língua usar para a escrita. Uso a minha língua de vida, a do meu quotidiano, aquela com me relaciono com o meu entorno.

Sei que também há implicaçons políticas, pois ao ser utente também do castelhano, há uma escolha, um posicionamento, mas essas reflexons vêm depois da passagem natural de escrever na língua com que leio e apreendo a vida. A fortaleza? Nom há melhor maneira de fundir o pessoal com o global: só a partir do teu eu mais eu (e isso inclui a língua) podes chegar aos eus de qualquer outro lugar.


- Que transmitirias à gente que está a começar na poesia?

Que escreva. Muito. Que leia. Muito também. Mas que, sobretodo, atenda ao mundo. Que observe. Que abra olhos, orelhas, boca e pele. Porque é no quotidiano mais aparentemente banal onde se aparecem os melhores versos.



- Que irás oferecer na gala aRi(t)mar do dia 4 de dezembro no Auditório da Galiza, em Santiago de Compostela?

Tranquilas! Nom vou cantar. Tentarei expressar a minha gratidom e felicidade e, se nom é como nessas galas do cinema em que as premiadas têm três minutos escassos para agradecer ao mundo, botarei algum poeminha de presente.


aRi[t]mar
Difundir a música e a poesia, aproximar a cultura e a língua da Galiza e Portugal.
Promove
Escola Oficial de Idiomas de Santiago de Compostela, Consellería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria.
Patrocinan / Patrocinam
Secretarías xerais de Cultura e de Política Lingüística, Deputación Provincial da Coruña e Concello de Santiago de Compostela, Agrupamaneto Europeo de Cooperación Territorial Galicia-Norte de Portugal e Instituto Camões-Centro cultural Portugués de Vigo.
Colaboran / Colaboram
Facultade de Filoloxía de Santiago de Compostela, Escola Oficial de Idiomas de Lugo, Escola Oficial de Idiomas de Pontevedra, Centros do Ensino Português pelo Camões na Galiza, Conservatorio Profesional de Música de Santiago de Compostela.