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Entrevista a Alexandre Brea

 

"A eleição da ortografia reintegrada abre-me muitas portas nos países lusófonos"

Alexandre Brea (Santiago de Compostela, 1994) gañou o premio aRi[t]mar co poema 'Com o ritmo da chuva'. Considera que ter um estilo "reconhecível" é algo fundamental para um artista. "Também é essencial marcar as metas que um deseja alcançar e trabalhar ativamente para chegar a elas", engade nesta entrevista.

 



Que representa para ti gañar este premio?

Ganhar este premio representa para mim um forte impulso à hora de continuar a escrever. Significa poder partilhar a minha visão do mundo com um maior número de pessoas e verificar que a gente gosta dos meus textos.

No processo de escrever um livro estou completamente só e é fácil chegar a pensar que o que escrevo só tem sentido para mim. Ademais passa muito tempo até que os projetos se materializam. Por isso esta é a melhor recompensa ao trabalho feito.

 

 Como valoras a situación actual da poesía en Galiza e en Portugal?

Penso que há muitos autores de qualidade, mas que estamos desligados da sociedade e que os nossos versos não chegam à maior parte da gente. Num mundo audiovisual continuamos a empregar os mesmos formatos de sempre e ficamos à espera de que o público se achegue a nossa obra sem mostrar-lha da maneira mais atrativa. Há muito trabalho que fazer neste sentido.

   

Que fortalezas atopas no uso do galego e do portugués como poeta?

A maior fortaleza vem à hora de falar da minha terra. Na minha opinião, não há melhor língua para escrever sobre um lugar que a língua desse lugar. Por outra parte a eleição da ortografia reintegrada abre-me muitas portas nos países lusófonos e deu-me a opção de resultar elegido para a antologia de novos poetas lusófonos Emergente, por pôr um exemplo.

 

Que lle transmitirías á xente que está a comezar na poesía?

Que tente buscar um estilo próprio e explorar caminhos novos. Ter um estilo reconhecível é algo fundamental para um artista. Também é essencial marcar as metas que um deseja alcançar e trabalhar ativamente para chegar a elas.



Que vas ofrecer na gala aRi[t]mar do 31 de outubro no Auditorio de Santiago de Compostela?

Tentarei oferecer alguns poemas inéditos e mostrar algo dum novo projeto que afunda na ideia de explorar novos formatos e procura uma atualização da poesia para que se achegue o mais possível ao público.

 


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Fillo de escritores, desde crianza foi educado para amar todas as culturas da terra e da sua propria.

Aos oito anos foi morar para o campo coa sua familia e amou a natureza. Pasou a súa infancia brincando ao pé do Pico Sacro, entre libros e inmensos campos verdes.

Unha vez finalizado o bacharelato dedicou un ano sabático a viaxar pola Europa, aprendeu por conta propria a escribir. Xa con 18 anos comezou o Grao en Física na Universidade de Santiago de Compostela que cursa na actualidade. Combina os estudos con outros intereses pessoais como a fotografía, a música, a lectura e viaxar.

Nos últimos anos participou nas obras poéticas Além do silêncio e Galiza e Moçambique numa linguagem e numa sinfonia e em numerosos recitais, así como en obras colectivas que están aínda en proceso de ser publicadas. Recentemente resultou elixido para formar parte da antoloxía lusófona Emergente.

 


aRi[t]mar
Difundir a música e a poesia, aproximar a cultura e a língua da Galiza e Portugal.
Promove
Escola Oficial de Idiomas de Santiago de Compostela, Consellería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria.
Patrocinan / Patrocinam
Secretarías xerais de Cultura e de Política Lingüística, Deputación Provincial da Coruña e Concello de Santiago de Compostela, Agrupamaneto Europeo de Cooperación Territorial Galicia-Norte de Portugal e Instituto Camões-Centro cultural Portugués de Vigo.
Colaboran / Colaboram
Facultade de Filoloxía de Santiago de Compostela, Escola Oficial de Idiomas de Lugo, Escola Oficial de Idiomas de Pontevedra, Centros do Ensino Português pelo Camões na Galiza, Conservatorio Profesional de Música de Santiago de Compostela.